segunda-feira, 25 de abril de 2011

Amor? Agora não, obrigada...



Triste não é quando queremos algo que não podemos ter, triste é quando existe competição, não entre nós e uma pessoa, mas entre nós e uma pessoa ''photoshopada'' no facebook. A verdade, falo por experiência, é que consegue ser bastante complicado ter 50 fotos como rivais: okkkk, não tenho um programa de manipulação de imagens tão bom, e depois??

Mas consegui chegar à raiz do problema: o meu ex, que na altura não era meu ex mas que passou a ser para bem da minha felicidade. Foi um alívio para os dois: ele ficaria livre de ter o seu romance platónico com uma miúda que na vida real era comprometida (mas que no seu computador podia ter um estado civil que variava conforme a sua imaginação) e eu, que consegui voltar a olhar para o espelho e sentir-me bem por não ter a cara a preto e branco e uma dúzia de 'gostos' na testa. Fantástico, portanto.

Depois de duas horas a chorar, a pensar que a vida acabou e que o fim do mundo poderia chegar mais cedo e mais perto, uma pessoa sente-se cansada de ouvir as próprias lamentações e tudo fica muito claro: é tudo um sinal de Deus, porque Deus quer que arranje um melhor e mais bonito e de preferência com abdominais (se não for pedir muito sr. Deus).

E ainda que duas semanas depois uma pessoa já esteja totalmente conformada com o fim da relação e se sinta mais leve, uma pessoa apercercebe-se que é mesmo esse o problema: a leveza.
Vejamos que a leveza nem sempre é uma coisa boa, especialmente se pensarmos em quando queremos ir às compras e não podemos porque estamos leves de dinheiro, mas falo de outra leveza, aquela sensação de vazio que temos quando chega ao sábado à noite e acabamos por ficar sozinhas em casa porque não faz sentido sair sem ele.

Até que aparece um especimen masculino que nos faz perder a cabeça, e tudo começa de novo. Perguntem-me se vale a pena? É sufocante, desesperante, leva-nos aos dois extremos da felicidade, mas é uma daquelas coisas que tornam a vida interessante.

Já me chamaram de narcisista, arrogante, fria, entre outras coisas igualmente simpáticas, mas o facto é que vejo muita gente humilde a levar porrada psicológica cada vez que saem à rua, e é nessas alturas que penso que Deus deve amar-me muito pois só isso explicaria o facto de me ter dado estes defeitos que são um belíssimo anti-virus para o meu sistema.

E depois, quando revemos o tal ex depois de algum tempo temos aquela sensação esquisita e pensamos ''Eu andei mesmo com aquilo?''

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